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Rick Barker presenciou toda a ascensão de Taylor na artista que é hoje. E não pense que por ter estado presente no começo de sua carreira, ele acha que Taylor deve agradecer à ele por seu sucesso. Muito pelo contrário, em entrevista concedida para o site Pollstar, ele afirma que a cantora é totalmente responsável pelo seu próprio sucesso.

Agora que Taylor Swift foi de uma das maiores estrelas na música para um dos nomes mais reconhecidos do mundo, ponto final, ficamos pensando: o que aconteceu com o empresário que a ajudou chegar até aqui?

Swift teve muitas pessoas que podem tomar crédito de seu sucesso, desde os executivos da Big Machine até as duas grandes agências e um astuto promotor para uma rede de publicidade ativa, até sua própria mãe e seu pai. Mas em 2007, quando falamos com o então empresário dela, Rick Barker, tinha sido ele que tinha desenvolvido um plano de negócios que parecia conciso, mas muito dificil de executar.

Deu as bases para o que Swift se tornaria. Quando Barker era o representante da Big Machine na costa Leste, ele disse para Swift que se ela quisesse vender 500 mil álbuns, ela precisaria conhecer 500 mil pessoas.

“Ele foi o primeiro que me disse isso, e isso ficou marcado”, ela disse para a Pollstar. Ela tocou em todos os lugares – desde uma reunião de conselheiros da ACM e até no escritório da Pollstar – e fez maratonas de meet and greets muito antes dela fazer aquele famoso evento de um dia inteiro na Bridgestone Arena.

“Uma das coisas que Taylor insiste é que eles não sejam apressados”, Barker disse para a Pollstar naquela época. “Sabe, eles obviamente não podem ficar por cinco ou 10 minutos individualmente, mas ela nunca quer que eles sintam que seja a toque de caixa”.

Mesmo naquela época, Swift ficaria atendendo os fãs por quase 4 horas depois que um show tivesse acabado. “Uma vez, eles fecharam o local e nós levamos todo mundo para fora”, Barker disse. “Eu segurei uma lanterna virada para a cara dela para que as câmeras dos celulares das pessoas funcionassem. Tinha uma fila de 300 pessoas. Se ela começa uma coisa, ela não pára até que esteja completamente terminado.”

“Basicamente, eles vão embora com uma foto, um autografo, uma memória e dividem com todos que conhecem. Se eles tem uma experiência ruim com aquilo, eles compartilham a mesma coisa”.

Barker discretamente se tornou o empresário de Swift, mas um anos depois que falamos com ele, os dois seguiram caminhos diferentes. Durante anos, ouvimos elogios de profissionais da indústria sobre ele, mas ele não voltou à tona. Depois de falar com várias pessoas atrás de informações, não tivemos outra escolha senão digitar “Rick Barker” no Google para ver o que aparecia.

Ele foi o primeiro resultado: o fundador do “Music Industry Blueprint”, um curso online sobre construir carreiras para qualquer um interessado na indústria da música. Então ligamos para ele.

Quer dizer alguma coisa de cara?

Só que eu não assumo nenhum crédito pelo sucesso de Taylor. Ela não mudou sua estratégia desde o primeiro dia que eu e ela nos sentamos em minha Suburban, junto de sua mãe, e começamos uma turnê pelos rádios em San Diego. Ela me disse, “eu quero ser a maior estrela do mundo”. Sua estratégia era de ir conhecer todas as pessoas que ela conseguisse conhecer. Ela diz nos agredecimentos do seu primeiro CD, “Tudo o que aprendi sobre o rádio, eu aprendi no banco de trás do carro do Rick”.

Fico muito orgulhoso dela se manter verdadeira com quem é e se manter fiel ao seu plano.

Tivemos alguns debates no escritório que a mãe dela era a verdadeira empresária dela.

Na verdade, Taylor sempre foi a sua própria empresária, e eu tinha o “título” de empressário, eu fui abençoado de fazer parte de um grande time. Eu posso te dizer que uma das coisas mais legais foi a Taylor ter me agradecido no palco depois de ganhar um prêmio e ver o meu e-mail e meu celular acender com as pessoas me perguntando se eu era aquele Rick Barker.

Mas todos adorariam tomar o crédito de uma parte do sucesso dela

Claro que gostariam. Sabe o que é engraçado, há alguns anos tinha um processo e a manchete era, “O primeiro empresário de Taylor está processando ela”, todo mundo estava me ligando, me perguntando se eu era maluco e o que tinha acontecido. Eu disse para eles que não era eu. Era um cara chamado Dan Dymtrow que trabalhava com a Britney Spears e que fora o primeiro “empresário” dela antes dela ser contratada. O que é engraçado é que os artigos falavam no nome dele, mas encaminhavam as pessoas pro artigo de vocês, com o meu nome nele! Eu brinquei com o Scott Borchetta que eu deveria processar as pessoas que estavam fazendo todo mundo pensar que era eu.

Então, o que aconteceu?

Em 2007, eu fiquei fora por 185 dias. Eu estava trabalhando com ela enquanto vivia na California. Eu dirigia de Santa Barbada para LA, pegava um avião, aterrissava em Nashville e pegava um ônibus, fazia uma turnê de 4 dias e voltava para casa. Meus filhos tinha 4 e 2 anos na época. Eu pensei, “Puta merda. Estou prestes a fazer mais dinheiro que eu já fiz na vida mas vou acabar gastando tudo com pensão alimenticia e ajuda de custos se eu continuar com essa escala”. Quando começamos, nenhum de nós conhecia o negócio. Nós aprendemos na medida que avançamos. Aprendi sobre turnês com o Louis Messina. Aprendi tudo sobre ser um empresário, sendo um empresário e estando na estrada.

E na medida que a estrela de Taylor continuava a crescer, eu percebi que aquele navio não ia parar. Ia ser mais do que eu podia lidar. O plano era construir um time ao seu redor, mas no final, eu decidi que eu não queria estar na estrada e, honestamente, ela precisava de alguém com mais experiência. Eu não era a pessoa certa pelo momento que estava na minha vida. Eu não queria acabar divorciado com filhos que não conheciam o seu pai. Então, em 2008 depois dos Grammys, nós fomos em caminhos opostos. Em junho daquele ano eu levei a minha familia para Nashville. Eu senti que se eu fosse para lá, teria a chance de fazer algo especial e eu queria criar os meus filhos no sul.

Imediatamente o Joe Galante da Sony entrou em contato e eu fui abeçoado de conseguir um trabalho de consultor na Sony Music por alguns anos. Ao mesmo tempo eu abri uma empresa de gerenciamento. Eu contratei alguns artistas e, então percebi, que tem muito trabalho a ser feito como empresário e talvez nunca tenha um final nisso. Eu tive artistas que foram contratados para publicações, por grandes gravadoras, até tive um artista contratado e demitido da Big Machine. Eu tinha uma visão privilegiada do que estava acontecendo. Gravadoras começaram a tentar controlar as propriedades online dos artistas, e os artistas viam isso como algo que liberava tempo deles.

Eu, por outro lado, vi aquilo como uma separação entre o artista e os fãs. Desde Taylor nós não vimos um artista se conectar de verdade e manter contato com a sua audiência através das redes sociais. Então agora eu ensino as pessoas a como fazer isso e para que se lembrem do por quê as redes sociais foram criadas – como uma maneira de se conectar com seus amigos. Não é um lugar para vender coisas, mas é o que aconteceu. As gravadoras perceberam que poderiam prmover para os amigos do artista e delegaram aquilo ao departamento de publicidade. De repente, as pessoas fugiram do MySpace.

O mesmo aconteceu com o Facebook, e as pessoas deixaram de se engajar. Eu não estou culpando ninguém. É só que precisamos passar mais tempo aprendendo psicologia e menos tempo no marketing digital. O que estou tentando dizer é, “Ok, artista. Olhe para a maior artista do mundo no momento e do que ela faz o tempo todo? Ela usa as redes sociais como uma forma de engajar seus fãs e manter a confiança e a amizade que ela fez durante os anos. Aprenda com isso.” Mas me doí quando querem desmerecer ela.

Poderia elaborar?

Sim, todo mundo gosta de pensar que o papai dela comprou isso para ela, ou, porque eles tinham dinheiro, isso aconteceu. Isso é um monte de besteira. Não tem uma falta de papais com dinheiro e filhas que cantam. Se isso é a pilula mágica, porque não temos mil Taylor Swifts?

Certo. Aquela companhia – ARK Music Facotory – que atraí Rebecca Black e outros…

E é isso mesmo! Se isso é o segredo, se é, “Bem, ela tem o Scott Borchetta no time dela”, então ótimo. Nem todos os artistas da Big Machine tiveram o mesmo sucesso que Taylor. “Bem, ele teve os melhores músicos no álbum dela”. Ótimo. Bem, esses músicos tocaram nos álbuns de outros também. Então por que eles não tem o sucesso de Taylor? Por quê? Porque eles não tem a ética de trabalho da Taylor Swift. Você não pode ensinar isso. Todo mundo pensou, “Merda. Vamos até Nashville com a nossa filha vestida com botas de cowboy e um vestido de verão. Esse é o segredo!” Esse não era o segredo. O segredo é que Taylor se importava tanto com seus fãs e ela usava sua música como uma maneira de fazer uma pesquisa, então vendia aquela música para seus amigos. A maioria dos artistas grava um álbum e tentar vender ele para estranhos, e se perguntam por que não vendeu. É porque as pessoas esqueceram como construir relacionamentos. E a Taylor não!

Você acabou de twittar links para o artigo da Time sobre a Taylor

Eu li esse artigo ontem no MSN. Ela fez umas afirmações muito boas, tipo, “Hey, desculpa se eu desapontei muita gente por ser certinha”. Ela disse, “tenho mais medo de decepcionar a minha mãe, meu pai, meu time, meus filhos se eu algum dia tiver”. Ela sempre foi fodona e eu ainda sou um grande fã. Sempre que ela lança um CD, as pessoas me ligam e perguntam o que eu acho. Eu digo, “Importa o que eu acho dele? Os fãs estão amando”. Crie o que seus fãs querem. E se você está conversando com eles, você irá descobrir o que eles querem.

Isso é o que eu gostei naquele artigo. Eu li uns três que eu realmente gostei, até postei o da Pollstar no Facebook como um Throwback Thursday. É incrível que eu ainda estou ensinando coisas que foram abordadas naquele aritgo. Ela queria um certificado de ouro, então ela conheceu 500 mil pessoas. As pessoas riam de nós dois no começo. Aqui está uma criança de 16 anos e um cara que veio de uma cidade pequena. Mas eles não estavam rindo no final. Nós dois queriamos aprender e ensinamos muitas coisas um ao outro. Ela foi incrível para aprender e eu estou honrado de ter sido uma parte disso. Ela fez todo o trabalho.

Você acha que o country faz algumas coisas melhor do que os outros gêneros?

Diria que na parte de dar acesso ao artista para os fãs. O country não é uma fase, não é algo que você supera, então seus fãs tem a habilidade de ficar com você mais tempo. O que me atraiu para o country foi o engajamento. No CMA Music Fest, as pessoas convergiam para Nashville e os artistas iam lá pra passar um tempo e conhecer seus fãs. Taylor disse em um recente artigo que ela amou começar no country porque ela aprendeu a interagir com os fãs.

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