23 de outubro de 14 Autor: Aline
O possível futuro de Taylor e da Big Machine

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O site especializado Hits Double Daily também está se preparando para o lançamento do 1989, uma vez que o álbum promete ser o principal momento da indústria da música do ano de 2014. Lá, eles retomam a parceria da Taylor com a sua gravadora, a Big Machine Records, e tentam fazer projeções do que o futuro pode indicar para ambos.

Bad Special Edition: Taylor + The Machine

Explorando os Possíveis cenários para Swift, Borchetta e Big Machine

Como se convém de uma superestrela do tamanho de Taylor Swift, existe um elevado nível de drama ao redor do lançamento na próxima segunda-feira do seu quinto álbum, 1989, e até mesmo com diferentes capítulos, aparentemente. Estima-se que as vendas da primeira semana sejam enormes, com uns esperando que o total chegue perto dos 1,21 milhões do debut do seu último lançamento, Red em 2012 (que já vendeu mais de 4 milhões), argumentando que a trajetória do primeiro single do álbum, o sucesso “Shake it Off”, faz um paralelo próximo ao gigante do Red, “We Are Never Ever Getting Back Together” — cada um já marcava mais de 3 milhões na data de lançamento. Mas a oposição conta que o novo álbum vai inevitavelmente ficar bem para trás do seu antecessor, graças a uma conspiração de fatores, que incluem o mercado que mudou dos downloads para o streaming durante os dois anos de intervalo dos lançamentos. Mais especificamente, alguns argumentam que a decisão de Swift de fazer um álbum pop que as rádios country recusaram vai significantemente abalar a sua essência.

Swift deve mais um álbum depois deste, segundo o seu contrato atual com a Big Machine de Scott Borchetta, e como o 1989 vai se sair a longo prazo vai impactar o valor percebido da artista quando o seu advogado, residente de Nashville Mike Milom, negociar um novo contrato. Em qualquer caso, esse álbum provavelmente será de muito longe o maior lançamento de 2014. Ainda mais, Swift já se mostrou como uma habilidosa empresária, ela é uma hábil marketeira e sabe como se autopromover, e ela tinha a visão enquanto ainda era adolescente de lidar muito de seus negócios de forma in house. Seu pai, Scott Swift, um vice-presidente sênior e conselheiro de gestão de finanças para a Merrill Lynch, parece estar comandando muito dos negócios de Taylor, inclusive sendo o seu manager e agente. Enquanto Swift já foi representada pela CAA e WME, grande parte de suas turnês é agora comandada pelo gigante promotor Louie Messina da PACE/AEG. Suas publicações estão garantidas desde que ela se tornou a compositora mais nova que já foi contratada pela Sony/ATV.

O valor ligado a Swift terá um impacto significante na Big Machine Label Group, enquanto Borchetta, do qual o advogado Joel Katz prepara para colocar a companhia a venda por valores especulados em 200 milhões de dólares (interessantemente, o pai de Swift tem uma fatia da Big Machine como um dos primeiros investidores que foram reunidos por Borchetta para fundar a gravadora). Mas o valor de Swift será muito mais significante para Borchetta se ele conseguir renovar o seu contrato com ela, porque ela claramente é a jóia da coroa de Borchetta. O fato é que Borchetta deve trazer Swift consigo para fazer com que a sua companhia seja atraente de verdade para os investidores em potencial. Ele tem ativos que são valiosos para Swift, incluindo que ele tem os direitos para os originais de suas gravações, o que ele poderia usar como uma moeda de negociação. Ele também poderia a oferecer uma parte da companhia — o que inclui uma parceria com a Republic Nashville e o seu maior artista, a dupla de country-crossover Florida Georgia Line — antes que ele a venda.

O que complica ainda mais a situação, de acordo com fontes de Nashville, é a visão negativa que os conservadores da Music Row tem sobre Swift e Borchetta porque eles não seguiram as jogadas convencionais do gênero. Essas peças estão transformando a situação de maneira negativa em uma tentativa de preservar a ordem antiga, insistindo que as rádios country não vão nunca, nunquinha, perdoar Swift por aquilo que ele veem como uma traição — mas é mesmo? Ela transcendia as diferenciações de gêneros muito antes do Red, e não existem motivos para presumir o que ela fez com violinos e mandolins para sempre. Se ela conseguir conquistar a rádio country de volta, Swift seria ainda mais valiosa, no sentido de que a audiência do country sempre foi mais leal enquanto a do pop tende a ser mais inconstante.

Se Swift escolher não renovar com a Big Machine, ela poderia, de uma maneira concebível, trazer a função de gravadora para dentro do seu próprio negócio, repetindo o que ela já fez com a sua administração e agenciamento, e fazer um contrato de serviços separados com uma das grandes. Certamente indica que Swift tem poder suficiente caso surja alguma discrepância no meio disso tudo. Algum dos normais supeitos do clube dos bilionários, que já demonstraram interesse em investir em ativos da música, como Burkle, Perelman, Blavatnik, T.H. Lee Partners ou Ashley Tarbor irão se colocar a disposição de ter um papel aqui, ou poderemos ver uma tentativa de Rapino ou Aznoff de fazer com que Swift seja parte de seu crescente império?

Mas se ela acabar renovando com a Borchetta e ele, então, vender a Big Machine, os parceiros de longa data poderão acabar trabalhando juntos a longo prazo. Isso faria perfeito sentido, considerando o trabalho impressivo que Borchetta fez ao transformar a Big Machine em uma força enquanto criava um ambiente favorável para o desenvolvimento de seu prodígio adolescente, permitindo que Swift maximizasse tanto o seu potencial que se tornasse um estilo próprio.

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