23 de outubro de 14 Autor: Aline
“O paradigma Swift”, a crítica da TIME ao 1989

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A revista TIME é mais um que traz em sua mais recente edição uma análise sobre o mais novo álbum de Taylor, 1989. Com muita expectativa para o seu lançamento, na próxima segunda-feira, o jornalista Sam Lansky – que já se declarou fã de Swift – disseca o álbum, revelando novos trechos de músicas que não haviam sido revelados ainda:

O paradigma Swift

Em seu novo álbum, Taylor Swift vai de cabeça no pop

“Pegamos os nossos corações partidos e os colocamos em uma gaveta”, Taylor Swift canta em “Welcome to New York”, a primeira faixa do seu quinto, e mais afiado, álbum, 1989. Vindo de Swift, uma superestrela que construiu seu império global ao escrever músicas sobre assuntos do coração, isso soa como uam ameaça – deixar a sua tristeza de lado depois que ela lhe rendeu tanto sucesso parece quase irresponsável.

Mas Swift já apostou antes e venceu. Depois de ter escritos todas as músicas sozinha em seu álbum de sucesso, um country-crossover, o Speak Now de 2010, ela fez parcerias com diferentes criadores de grandes sucessos para o variado, e que abrangeu diversos gêneros, Red em 2012. Esse álbum conquistou platina quadrupla, grande reconhecimento da crítica, quatro indicações para o Grammy e a transformou em um ícone.

Em 1989, que será lançado dia 27 de outubro, ela soa como uma só. Mais enxuta e sagaz do que as do Red, as suas novas músicas crepitam e explodem com eletricidade e esperteza autoconsciente. Direcionado com sintetizadores e batidas no lugar de guitarras, todos os traços do country foram abandonados, 1989 se torna um só sonoramente como um tributo ao electro-pop que dominava o rádio há 25 anos. Swift produziu executivamente o álbum junto com o sueco, e uma máquina de hits, Max Martin, que empresta um complemento pop à suas composições agéis. Os longos refrões foram cortados para a sua essência mais pegajosa.

Tematicamente, também, Swift rompe com o passado, cortando a vitimização e os golpes aos enloquecedores ex-namorados, críticos e competidores românticos. Ao invés disto, existe uma recém descoberta leveza. Swift não apenas está na piada, mas ela também aproveita isso. A dançante “Blank Spaces” (“Espaços Livres”) hiperboliza a maneira com que a mídia a retrata como uma grudenta louca por homens, que só namora para conseguir assunto para sua composições: “Got a long list of ex-lovers, they’ll tell you I’m insane/ But I’ve got a blank space” (“Tenho uma longa lista de ex-amantes, eles vão te contar que eu sou louca/Mas eu tenho um espaço livre”), ela murmura antes de, incrivelmente, o barulho do clique de uma caneta, “and I’ll write your name” (“e eu vou colocar o seu nome”). O primeiro single, dissoante e baseado em trompetes , “Shake It Off”, comunica um divertido desinteresse em ser criticada, e uma amostra vocal operática e em pânico de Swift cantando “Stay!” (“Fique!”) dá a poderosa “All You Had to Do Was Stay” um tom excêntrico. A música mais raivosa aqui é “Bad Blood”, uma convocação cântica sobre uma disputa com uma amiga da onça, e até isso é um tanto irônica.

Ao invés da dor, as músicas sobre romance vibram com desejo ou com uma ávida nostalgia. O cintilante hino disco, “Style”, traz uma batida forte dos anos 70, enquanto instrumentos de corda e desejo contido dão a “Wildest Dreams” uma grandeza cinemática: “He’s so tall, and handsome as hell” (“Ele é tão alto, e bonito pra caramba”), ela suspira. Batidas frequentes e baixos irregulares, cortesia do roqueiro da “fun.” Jack Antonoff, suavizam a saudade de “I Wish You Would”. Até mesmo a balada atmosférica em electro-pop que é “This Love”, é mais esperançosa do angustiante, animada por um refrão cativante e a entrega sem fôlego de Swift.

Mesmo que Swift seja habilidosa com as melodias, a sua arma mais fatal é o seu dom sobrehumano por imagens firmes e evocativas – uma habilidade que ela emprega com moderação aqui. Na tensa “Out of the Woods”, ela tristemente relembra “afastar os móveis para que dançassemos”, enquanto a leve “Clean”, uma colaboração com a compositora inglesa Imogen Heap, a vê comparando o relacionamento com “um vestido manchado com vinho que eu não posso mais usar”. Mas as declarações mais potentes são as sônicas, como “I Know Places”, um golpe excitantemente paranóico com uma intensidade de batidas e baixos. É o momento mais obscuro do álbum, até que o refrão enche a música de luz.

Enquanto Swift escrever de maneira autobiográfica, seus affairs românticos serão objeto de especulação, mas é o som inteligentemente produzido do 1989 que mostra o seu truque mais impressivo até aqui – ao tirar o enfoque de seu passado e o colocar em sua música, o que é esperto e confiante como nunca. Sobre quem são essas músicas? Quando elas soam tão bem assim, quem se importa?

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