Eu não estou preocupada com as palavras que sairão de sua boca. Durante minha adolescência, eu lembro da minha mãe me fazendo devolver um álbum do Rod Stewart por causa de uma das canções chamada 'Hot Legs'. " (No mundo de hoje por exemplo, as pessoas vão ao show da Katy Perry em um estádio cheio de garotas de 13 anos cantando junto com a cantora a canção "Peacock", que é mais ou menos, "I want to see your peacock-cock-cock! Your peacock-cock!")

A entrada de Taylor é esplendorosa e particular. Primeiro, sua mãe aparece na pista e uma onda de gritos começa. Andrea Swift anda pelos corredores da arena, sorrindo e acenando como uma esposa de político, dando alguns abraços ocasionais, e garante seu lugar perto da mesa de som. Então a entrada de Taylor é anunciada por um alarme e pela sua voz: "Existe um tempo para o silêncio e um tempo de esperar sua vez. Mas se você sabe como se sente e você, claramente, sabe o que precisa falar, você saberá. Eu não acho que você deveria esperar, eu acho que você deveria falar agora!" Enquanto a música começa, ela aparece no palco com um vestido brilhante, e começa a primeira música. Então, ela faz seu ritual de ficar parada, seus olhos lacrimejam enquanto a platéia grita.

As músicas de Taylor podem ser melancólicas expressões da vida interior de um adolescente, mas seus shows são grandes exteriorizações delas – incluindo um palco de dois andares, apresentações pirotécnicas, dançarinos, acrobatas e nove mudanças de roupa. Ainda que as histórias em suas músicas sejam, de alguma forma, indiretas, seus dançarinos atual todas elas literalmente: "Speak Now", a fantasia de uma mulher interrompendo o casamento de sua paixão é interpretado em um cenário de igreja completo com bancos e madrinhas. Swift, com seu cabelo em um rabo de cavalo, dança e canta, "Don't say Yes/ run away now/ I'll meet you when you're out of the church at the back door", e corre para fora do palco com o dançarino vestido de noivo. Bobinho, sim, mas uma vez, durante essa música, eu reparei num critico de rock na fila na frente da minha, com algodões nos ouvidos, acompanhando o ritmo com os pés.

Eventualmente, Taylor se muda pro palco
 

alternativo, uma pequena ilha com uma árvore brilhante. Ela toca o ukelele e brinca com o amor, dizendo, "Todos somos românticos incorrigíveis," e "Eu acho que existe algo realmente especial sobre um primeiro beijo." O assunto das músicas, isso se torna claro, não é realmente homens – é mais sobre o caso entre Swift e sua platéia. Em Detroit, ela disse, "Você sabe quando conhece uma pessoa muito bem e elas começam a terminar suas frases? Estou curiosa para saber como seriam 50 mil pessoas terminando as minhas."

Ela começou a cantar uma versão acústica agradável de "Fearless" – "In a storm in my best dress, fearless" – e todo o estádio cantou junto. Na pista em frente ao palco estavam seis garotas de 16 anos dando as mãos e dançando, e uma menina de burca chorando enquanto cantava as palavras. Foi difícil não ficar um pouco emocionada, e não se sentir aliviada que as palavras que estavam sendo cantadas eram, mais ou menos, seguras. No destaque do show, a música da volta ao palco, "Love Story", confetes pratas e dourados caem por todo lado e, Swift, vestindo um vestido de princesa, é içada acima da platéia em uma varanda voadora.

Perto do fim do show, segui uma assistente de produção, Gabby, para as arquibancadas onde duas garotas estavam segurando um cartaz que dizia "Speak Now", iluminados por pequenas luminárias. Elas eram Lidia Hencic e Anna McWebb, 14, de Waterloo, Ontario. Elas usavam aparelho dentário e sandálias e estavam pulando que nem bolas de praia.

"Vocês já conheceram a Taylor?" Gabby perguntou.

"Não!!!"

"Querem conhecê-la?"

"Sim!!!"

Ela deu a elas pulseiras e disse, "A mãe de Taylor escolheu vocês a dedo." As meninas começaram a convulsionar em gritos.

Na sala da T-Party, as luzes estavam baixas, e grupos de fãs estavam por ali impressionados. Uma assistente tinha orientado para cada pessoa o protocolo: "Eles tem um grupo de fotos e absolutamente nada

 

de vídeos. Taylor assina uma coisa por pessoa. Quando ela estiver vindo, pode começar o grito de 'Tay-lor!'."

Hencic e McWebb estavam em um canto. Elas disseram que tinham festas do pijama para assistir os vídeos de Taylor. "Não somos do tipo malucas por meninos," disse McWebb. "Somente queremos ser amigas dela."

Hencic disse, "eu posso me relacionar com o que ela está dizendo, mesmo que nunca tenha tido um namorado."

Enquanto os fãs gritavam "Tay-lor! Tay-lor!", Swift apareceu em um suéter rosa largo, o cabelo preso em uma trança e a pele mostrava uma camada de suor. Ela começou dando abraços, com os olhos apertados quando sorria.

Taylor se aproximou de Hencic e McWebb e disse, calmamente, "E aí, meninas!", e deu a cada uma um abraço. Ela se afastou para olhar seu cartaz, com suas luminárias. "Isso está bom," ela disse, constatando. "Eu nunca vi alguém fazer isso antes. É tão criativo."

"Você é o nosso ídolo," McWebb disse. "Nós vimos todos seus blogs."

Taylor colocou a mão no peito e disse, "Obrigada. Isso é demais."

Elas ficaram por lá enquanto Taylor lidava com o resto das pessoas, tão perto, mas tão longe.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 


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