Pelo telefone, Taylor Swift deu uma entrevista ao blog The Tennessean a respeito da Speak Now World Tour e também sobre seus shows em Nashville neste fim de semana. Leia a entrevista completa e traduzida abaixo:

Taylor Swift traz sua grande “Speak Now Tour” a Nashville para dois shows na Bridgestone Arena hoje à noite e sábado. A country/pop superstar nos concedeu uma entrevista por telefone entre um show e outro de sua temporada em Vancouver. Discutimos sobre estar estrada, sua lista de convidados especiais, sua experiência como rapper, e muito mais – leia em nossa entrevista completa.

Você estreou com a turnê em maio, e está na estrada desde então. Parece muito tempo pra você?

“Com esta turnê, não sinto que estou fora por muito tempo, porque cada show é um desafio mental, não tenho espaço pra isso. Sinto que há 50 milhões de coisas para lembrar ao longo dessas duas horas, que quando você cai em si, você fica apenas orgulhosa de si mesma, e assim no final de cada show me sinto tão feliz e ao mesmo tempo bem esgotada e com um tipo certo de desafio cumprido. Esses shows tem sido muito divertidos, porque nunca estou entediada. Há sempre algo novo que estamos lançando em cada show. Estou sempre fazendo cover de alguma música nova. Estamos sempre com algum convidado especial pra tocar conosco, e tem sido uma viagem incrível, apenas por causa da natureza espontânea que isso tem. ”

Com todas essas datas – como a passagem de quatro shows em LA – você fica em alguns lugares por mais de uma noite. Você gosta de se instalar?

“Bem, sobre tocar em múltiplas noites – nós temos feito isso várias vezes, quando fazemos três, dois ou quatro shows na cidade – eu realmente gosto. É bom pra relaxar com a equipe e depois ir pra casa, em vez de ter que viajar e arrumar as malas pra uma cidade diferente, e eu durmo melhor quando não estou em um ônibus, por isso é bom ficar em uma cidade por pouco mais. Isso também nos mostra uma certa dedicação, quando a cidade nos dá quatro shows esgotados. Isso significa muito. ”

Como essas performances com convidados surpresa são feitas? Estando no dia do show, vocês improvisam algo?

“O que eu faço primeiro é olhar na minha agenda, muito à frente na minha agenda. A primeira vez que isso realmente aconteceu foi quando eu vi que tinha quatro shows em Los Angeles, e como tenho muitos amigos em Los Angeles, eu quis dar a cada público que veio nos ver ao longo dessas quatro noites uma experiência muito diferente. Isto começou com Nicki Minaj, eu realmente queria que ela viesse ao show. Eu sabia que o VMA seria na mesma semana, mas eu realmente queria cantar “Super Bass” com a Nicki Minaj. No ano passado, isso teria sido meu maior sonho. E então como tenho o número dela, liguei pra ela e nós cantamos juntas. Ela foi tão gentil por vir direto do VMA ao nosso show. Foi simplesmente mágico o modo que aconteceu… Então meus amigos têm uma banda chamada Hot Chelle Rae que estão indo muito bem agora, e que aconteceu de eles estarem na cidade, por isso convidei-os para uma noite, e depois Jason Mraz que canta uma das minhas músicas favoritas no mundo chamada ‘I’m Yours’. Ele vive em Los Angeles, por isso convidei-o pra uma das noites. De última hora quem me ligou no dia do show foi o Justin Bieber, e disse: ‘Ei, eu adoraria cantar com você’.”

Era aquela música que você havia preparado pra cantar naquele dia?

“Bem, eu tinha lhe mandado uma sms dias antes, apenas para verificar se ele estaria na cidade, e então ele me ligou no dia de e disse ‘Ei, eu estarei lá. Eu estou trazendo meus dançarinos’. Eu fiquei tão animada. Meu público estava muito animado.”

No final da sua performance com a Nicki, ela creditou você por inciar a “onda Super Bass”. Você acha que foi um julgamento justo?

“Tudo o que fiz foi dar voz a música. Ela ja fala por si. É um sucesso.”

Eu vi o vídeo viral onde você cantou um trecho dela nos estúdios da rádio River, e você parecia meio relutante em cantar. Avancemos alguns meses, e você cantou um rap do Eminem em uma arena …

“Bem, você sabe, as coisas são muito diferentes quando você está no palco e quando você está fazendo algo acapella apenas aleatoriamente, sabe? Se alguém diz, ‘Hey Hey! Cante Love Story‘… Vou ficar um pouco relutante em simplesmente começar a cantar, mas se for durante o meu show, cantarei qualquer coisa. Acho que, para mim, quando eu coloco uma música rap no meu set acústico, isso é porque eu amo a música e acho que meus fãs gostariam de ouvi-la durante o show, e eu realmente não vejo problema em fazer isso. ”

Então, fazer um rap ao vivo não foi algo que você teve que realmente se convencer de fazer?

“Foi tudo de bom. Havia 15.000 pessoas fazendo rap junto comigo.”

Entre os covers e os convidados especiais, alguns shows são bem parecidos. É que algo que você faz para os fãs, pra quebrar a monotonia, ou ambos?

“Trazer convidados especiais é algo que eu realmente gosto de fazer para os fãs, porque quero que eles tenham muito pra chegar a escolher passar uma noite toda no meu show. Quero que eles saiam dizendo, ‘Wow, nós realmente fizemos a escolha certa passando a nossa noite de sábado lá’. Significa muito para mim que as pessoas façam planos de vir ao meu show. É um compromisso tão grande comprar ingressos e ter o aborrecimento de esperar no trânsito, encontrar estacionamento, entrar no local, esperar nas filas, comprar camisetas. Isso é muita coisa. É um grande compromisso, e o fato de que milhares de pessoas estão dispostas a assumir esse compromisso, realmente importa pra mim. Eu só quero que elas tirem o máximo proveito que puderem do show, e assim se tiver artistas que sou fã lá e acontecer de sermos amigos, ou mesmo se eu não os conhecer, eu vou chegar pra eles e perguntar se eles estão na cidade, e ver se querem vir e cantar comigo pra a minha multidão. É apenas muito divertido, tanto pro meu púlbico como pra mim, que as pessoas venham e surpreendam o público.”

Você já tem os convidados especiais em mente para Nashville?

“Eu odeio revelar as coisas antes delas acontecerem, mas também tenho amigos em Nashville que são músicos e eu sou fã deles… e poderia ser bem divertido. Poderia ser realmente uma diversão esses dois shows. Eu me diverto quando estou em um show, porque o meu público é tão frenético. Eles gritam tão alto pra cada artista convidado. Me divirto tanto, não só por ver o público reagir, mas também vendo os artistas convidados reagindo quando vêem o quão incrível é o público. Eles são um público impressionante, em todos os lugares que vamos.”

Como é voltar a Nashville depois de ter se afastado por semanas ou meses, e nessa fase de sua carreira?

“Bem, eu voltei a Nashville recentemente por dois dias, e eu estava na estrada por um mês. Voltar é louco, porque eu vou direto pro trabalho, e em os ambos os dias, [eu passei] a maioria do meu tempo no estúdio, e depois a cada fração de segundo que não estava no estúdio, eu estava com a minha família, e batendo na porta do meu irmão para ver como ele está. É engraçado porque quando você fica longe por um tempo, você chega em casa e se sente perdido. Cheguei em casa e meu sensor vermelho da porta estava apitando a cada cinco minutos. Eu estava tropeçando pela casa com sono tentando descobrir de onde vinha o barulho. Isso sempre acontece. Quando eu voltei para casa depois de três meses em turnê na Europa e Ásia, tinha uma luz que não desligava de jeito nenhum, um lustre que não desligava e ficava em cima da minha cabeça. Sempre tem algo histérico que me tira o sono quando estou animada por estar na minha própria cama.”

Quando você está de volta aqui, ou em uma premiação country, ou em qualquer lugar onde há principalmente artistas country, você se sente estar em um mundo separado quando está fora, como no palco com pessoas como Bieber e Minaj Nicki?

“Sinto que há muita camaradagem na música. Não sinto muito como se estive em vizinhanças diferentes, mas quando você passa por uma delas, é diferente das outras. Eu realmente tendo a achar as pessoas legais, não importa o gênero, eu sou do tipo que sabe a hora de sair. Se eu estou em L.A, eu ligo para as pessoas que eu considero legais e que com quem eu já passei algum tempo, são pessoas legais e sinceras. E a mesma coisa em Nashville. As pessoas que vejo, as pessoas que foram maravilhosas para mim e as pessoas que eu considero amigas são aquelas agradáveis, amo estar nesta comunidade e amo todos os outros artistas. Eles não são assassinos. Eles são os que virão ajudá-lo, e cantar uma música para a multidão no seu show. ”

Você também ajudou alguns outros de Nashville – trazendo Hot Chelle Rae para o Staples Center, e mencionando o Civil Wars no Twitter e em entrevistas. É algo que você sente movida a compartilhar?

“Eu amo a música em qualquer forma que ela venha. Quando eu me apaixonar por um artista novo, uma nova lei ou uma nova canção, é impossível para mim não tweetar sobre o quanto eu amo ele, ou as letras ou mencioná-las em entrevistas. Existem tantas oportunidades para você dizer para as pessoas o tipo de música que você gosta. Estão sempre perguntando em entrevistas: ‘De que música você é fã agora?’ Há sempre algo novo que eu amo. Fico tão animada em ver que algumas vezes faço a diferença divulgando pras pessoas novas grandes bandas. ”

Produção-inteligente, esta turnê é uma outra parte de suas anteriores. Como foi o processo de ter tudo isso em conjunto?

“Todas as partes e peças em movimento que se combinam para criar este espectáculo, quando estavam juntas espalhadas pelo chão, no entanto, pareceu um pouco esmagador. Tive reuniões iniciais com meu designer de palco e de turnê, e tinha anotado tudo o que queria fazer. Eu disse, ‘Sei que não podemos fazer todas essas coisas em um só show, mas eu gostaria de falar todas minhas idéias, assim poderemos ver o que é possível’. Ele me olhou e disse, ‘É claro que podemos fazer tudo isso em um único show’. Foi assim que essa turnê foi montada. Não cortamos nada. Cada música tem seu próprio cenário, vibração e seu próprio tratamento, que foi um pouco exagerado no começo. Mas nós trabalhamos de pouco a pouco colocando estas peças em conjunto, ensaiamos por mais de um mês, planejamos tudo por metade de um ano, e para minha completa surpresa, acabou se unindo, e tão bem que já estavamos preparados para abrir o nosso ensaio para o público, quando ocorreram os furacões.”

Você ficou feliz com a forma como o ensaio geral em Nashville [para ajuda do furacão] foi?

“O ensaio geral, felizmente, na minha mente, realmente aconteceu sem impedimentos. Não houve coisas técnicas que deram errado, e fiquei esperando que um monte de coisas fossem dar errado, pra que nós tivéssemos que começar alguma coisa, pará-la e começar de novo. Mas na verdade foi exatamente como um show. ”

Isso tudo parece divertido, mas você está ansiosa para ter um tempo de folga no final do ano?

“Na verdade, não sei o que vou fazer quando não estiver mais nessa turnê . Acho que estou tão apaixonado por essa turnê que eu só amo estar nela. Adoro fazer parte dela. Eu amo a programação. Eu amo a multidão. Amo o sentimento que se tem quando se desce do palco e percebe que fez um bom show. Claro, eu vou passar pra novas coisas depois que essa turnê acabar, e que provavelmente será gravação e obsessão com o meu próximo álbum. Esse tipo de processo todo funciona naturalmente em uma fase de dois anos, quando você está criando um álbum por dois anos, e está finalmente pronta para lançá-lo, isso é tudo o que você pensa. Esperamos chegar lá, e não haverá muito o que fazer no final desta turnê. Haverá uma abundância de coisas para planejar, e depois continuamos na Austrália em fevereiro, por isso não vou ter que dizer adeus a ela completamente. ”

 

Fonte: The Tennessean





Twitter do site

Facebook do site

Scroll Up