A diretora Lana Wilson participou de uma live no canal “The Hop at Dartmouth” na última quarta-feira (20) no Youtube.


Na sessão intitulada de “Small Screen Fun”, Lana conversou com os apresentadores do canal sobre sua carreira, sua visão artística, seus planos para o futuro e, claro, sobre Miss Americana.

O documentário sobre os bastidores do despertar político e social de Taylor Swift estreou no Sundance Film Festival deste ano e vem sendo bastante aclamado desde então. O olhar sensível de Lana captou momentos de vulnerabilidade da cantora que agradaram a crítica e os espectadores.

Destacamos alguns pontos e curiosidades mencionados por Lana durante a live. Confira:

FOCO

Lana contou que decidir “onde focar” foi uma grande dificuldade por Taylor ser uma pessoa extremamente pública e com a carreira consolidada. Ela destacou ainda que não queria fazer um filme apenas para os fãs, mas para que todos pudessem se conectar com Taylor. “Esse é um filme sobre uma boa menina que decidiu se posicionar”, Wilson define.

“Uma mulher que sempre teve uma amordaça criada pela sociedade e por ela mesma mas que decidiu tirar. É sobre alguém que ama sua família, tanto a de sangue quanto seu time, e respeita a opinião deles mas chega em um ponto em que ela tem que tomar as rédeas e decidir para que lado ir. Taylor é uma artista veterana e molda sua vida de maneira que, quando a inspiração vem, ela é capaz de capturar e trabalhar em cima daquilo, sendo capaz de sempre se desafiar.” completa.

PRESENÇA DAS CÂMERAS E SENSACIONALISMO

Quando perguntada se seria possível se alguém como a Taylor poderia, em algum momento, se esquecer das câmeras, ela respondeu: “Eu diria que você não precisa esquecer a presença da câmera para relaxar. Eu não sou invisível, a câmera não é invisível, e eu não posso fingir, mas eu posso tentar em situações e momentos difíceis (…)” Sobre sensacionalismo, Taylor descreveu uma vez como não se deve explorar situações pensando ‘Oh, isso vai ser bom para o meu filme’. Isso é importante e é preciso ser aberta, acolhedora e presente, mas não de forma que indique que você só quer um material sensacionalista”.

PAPARAZZI

Sobre a constante perseguição de paparazzi, Lana disse que eles conseguem ser bem negativos para a Taylor. “As câmeras tem sido uma floresta destruidora na vida dela de diversas maneiras.” Para captar cenas tão reais que soam quase como confissões, como o momento em que Swift fala sobre a guerra que travava com seu corpo após ver fotos suas tiradas por paparazzi, Wilson diz que elas tiveram que conhecer e confiar uma na outra.

TEMA

Perguntada sobre o processo de definição da temática e abordagem, Lana conta:

“Quando eu conversei com a Taylor sobre o filme, quando nos conhecemos pessoalmente, sem câmeras, nós conversamos por muitas horas sobre o que estava acontecendo na vida dela e ficou claro que ela ficou escondida por alguns anos. Ela estava fora dos olhos do público, não deu nenhuma entrevista por 3 anos, esteve realmente em um lugar escuro, estava tentando voltar para o mundo e estava compartilhando seu trabalho com ele, mas ela queria fazer de uma forma que não se importasse tanto com o que as pessoas iriam pensar dela. Então ficou claro que ela estava no ínicio de um ponto central em sua vida e em sua carreira e ela estava trabalhando em mudar o modo que estava vivendo. A parte política não havia acontecido até então, isso foi algo que surgiu — relativamente cedo — mas durante o filme. (…) o que eu estava realmente interessada desde o início era Taylor Swift estar vivendo em circunstâncias extraordinárias e muito únicas.”

DIÁRIOS

A respeito da cena inicial, que mostra Taylor lendo seus diários e falando sobre quão ser uma boa garota era importante, Lana diz que se identificou. “Eu realmente me conectei pessoalmente com a ideia de querer que todos gostem de você e de ser uma artista que lança as coisas e fica apavorada com o julgamento que recebe. Me identifiquei também com a pressão extra que mulheres e meninas recebem enquanto crescem de que precisam ser legais, educadas, não deixar as pessoas desconfortáveis, etc. (…) Todo mundo fica surpreso de se ver em uma das pessoas mais famosas do mundo. Isso é algo significativo.”

CENAS NO SHOW

Para Lana, era importante captar imagens do show que não remetessem a um filme musical, mas a um documentário de verdade. Ela queria imagens mais intimistas e destacou que não queria mostrar só os hits. “All too well remete a um momento mais frágil, Out Of The Woods remete ao momento em que ela está no auge do pop e Getaway Car representa o momento em que ela se livra de toda a pressão que as pessoas colocam nela.” explica.

KANYE

No primeiro encontro de Taylor e Lana, a cantora disse que gostaria de alguém que pudesse mostrar um ponto de vista completo de alguém como ela. Para Lana, o que mais a chamou atenção na abordagem do momento traumático do VMAs foi que Taylor trouxe um lado da história que ninguém conhecia. Ela cita o momento em que Taylor achou que estavam vaiando ela no palco, e não Kanye, o que foi algo muito importante na carreira da cantora, já que ela sempre amou aplausos mas se viu numa situação em que não sabia se estava sendo ovacionada ou se era o motivo da piada. “No fim, não é um julgamento a Kanye West, mas como Taylor se sentiu diante dessa situação.”

TÍTULO

Perguntada se haviam outras opções de títulos ou algum significado mais profundo para a escolha do nome “Miss Americana”, Lana disse que não e que gostou do título “Miss Americana” porque o filme mostra o outro lado de ser a queridinha da américa. “Eu gosto que o título sugere isso. Ela tem uma música chamada ‘Miss Americana & The Heartbreak Prince’ que tem um pouco de inspiração política. Então eu gosto da ideia de que se alguém escuta esse nome, pensa na música americana e sobre o que ela significa, e pensa no que é ser a queridinha da América e ser vista dessa maneira, mas acaba tendo uma experiência surpreendente. Mas também gosto que é uma espécie de pista para os fãs indicando à essa música que tem trechos sobre política, então de certa forma sugeriu pra eles um pouco do tema do documentário. Mas a música não aparece no filme em nenhum momento então é um pouco estranho (risos) e meio que uma pegadinha. Então eu gostei disso também.” explica.

Pra quem quiser assistir, a live continua salva no canal “The Hop at Dartmouth” , é só clicar aqui.





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