Um colunista do Business Insider publicou seu relato – como um novo fã que se apaixonou por Taylor Swift  após assistir ao show da 1989 World Tour em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Testemunha das emoções e impacto que só Taylor pode trazer, ele compartilhou sua experiência.

Eu sou um cara de 28 anos que mora em Nova York – não sou o típico fã de Taylor Swift.

Mas eu decidi ir à 1989 World Tour da megaestrela quando ele veio a Pittsburgh no começo de junho depois de ouvir que ela faz um bom show.

Eu saí dessa experiência com uma nova compreensão do motivo pelo qual as pessoas são obcecadas com Swift.

Ela emergiu como uma megacelebridade, construiu uma marca baseada em sua imagem, e acumulou por volta de US$200 milhões.

Mas, ao mesmo tempo, Swift consegue manter a aparência de ser uma pessoa com os pés no chão e acessível, uma reputação que ela cultivou ao interagir incansavelmente com seus fãs nas mídias sociais e na vida real.

Eu também compreendi o quão meticulosamente ela havia se preparado para o show – ela era uma mestre em controlar a multidão e suas emoções.

Para mim, a experiência começou quando eu me aproximei do estádio. Diferente de outros shows que fui, os caminhões que carregavam os equipamentos estavam estacionados na calçada que leva ao Heinz Field.

Os caminhões com cores vibrantes construíam o plano de fundo perfeito para pessoas que estavam indo ao show e que queriam tirar fotos antes – e todo mundo o fez. Isso também fez com que os fãs ficassem animados pelo show antes mesmo de que Swift aparecesse no palco.

Qualquer a cerca de um quilômetro do estádio sabia o que aconteceria ali naquela noite.

Também foi o único show que eu fui em que haviam filas gigantescas para entrar no estádio de 55.000 assentos duas horas antes do horário que a abertura estava programada.

Aqueles Swifties eram dedicados.

Uma vez dentro do estádio, me foi entregue um bracelete sem muita explicação (voltarei a isso depois), e fui ao meu assento. Eu rapidamente entendi quão cuidadosamente a experiência do show de Taylor Swift foi construída.

Não é incomum para casas de show que sejam tocadas músicas antes dos artistas de abertura, mas a cada cinco minutos, nós éramos apresentados a um vídeo com Swift. Haviam diversas categorias: quizzes (“quais são os nomes das gatas de Taylor?”), bastidores de gravações de clipes, cenas da “1989 secret sessions” – eventos privados em que ela convidou fãs de diversas cidades a visitar sua casa, comer biscoitos que haviam acabado de sair do forno e ouvir seu novo álbum antes de seu lançamento.

Todos aqueles vídeos me fizeram sentir como se conhecesse Swift pessoalmente, como se eu estivesse ali com ela quando ela completou seu álbum e começou sua turnê. A mulher sentada próxima a mim havia tido a chance de conhecê-la nos bastidores e disse que, em pessoa, a estrela pop parece muito alcançável e “cheira muito bem”. Ela me disse pensar que Swift era um ótimo exemplo para sua filha, o que parece ser um sentimento bem comum entre as mães.

A abertura, por Shawn Mendes e Vance Joy, eram homens solo que tocavam guitarra e faziam um forte contraste com o espetáculo por vir. Ambos aproveitaram diversas oportunidades para agradecer a Swift e dizer quão amável ela era. Era fascinante observar o quanto a estrela havia permeado o estádio.

Finalmente, às 21 horas em ponto, Swift entrou no palco. O rugido da plateia era ensurdecedor.

Assim que o show começou, eu finalmente descobri por que eu havia recebido o bracelete. A pulseira começou a brilhar em sincronia com a música, aumentando sua frequência e vibração conforme o show foi desenrolando. Eu nunca havia visto algo assim, e achei que era uma jogada genial. Os braceletes faziam o estádio inteiro pulsar às batidas da música e aprofundavam a experiência para todos.

Até quando eu não conhecia uma música, eu podia observar os fogos de artifício de LED iluminando todo o estádio, então eu nunca estava entediado. Os fãs foram uma verdadeira parte do show, e até quando as crianças pequenas caíram no sono, os seus pequenos pulsos continuavam a brilhar enquanto dormiam nos ombros de seus pais.

Foi incrível quando todas as 55.000 pulseiras apagaram de uma vez:

Não houve uma falha sequer em toda a produção; as luzes, o som, e todo o resto se desenrolou sem um simples defeito. Muitos shows possuem alguns tipos de erros que humanizam a experiência, mas não esse.

A música de Swift era tão cativante como sempre, e eu não acho que eu havia entendido que ela é uma musicista extremamente talentosa antes. Ela toca o piano, violão, banjo, o ukelele, e além disso, ela é uma cantora excelente.

Seu set programado sustentou uma energia ao longo do tempo, e durante suas trocas de figurino, o telão era preenchido com amigos famosos de Taylor contando histórias sobre sua amizade e como cresceram juntos.

Lena Dunham deu a melhor fala ao contar uma história de quando ela estava andando na direção de Swift e sua equipe de segurança a parou.

“Está OK, eu realmente a conheço,” Dunham disse. “É o que todo dizem,” um dos seguranças respondeu.

O charme ímpar de Swift é que ela consegue fazer qualquer um sentir como se a conhecesse, mesmo que eles não conheçam e provavelmente nunca conhecerão. Eu acho que não é tão surpreendente que alguém que tenha crescido em uma fazenda de árvores de Natal (outra questão do quiz!) consiga fazer 55.000 pessoas se sentirem especiais ao mesmo tempo, porque o seu negócio de família fazia isso todos os anos.

Eu realmente me apaixonei pela persona relacionável de Swift, mesmo quando sabendo que ela nunca (nunca, nunca, nunca) me conheceria pessoalmente. Essa era a coisa mais cativante sobre a artista, e sua turnê era a representação física disso. Eu fui imergido em uma experiência por duas horas – e então a música parou.

Andando para casa, ainda usando meu bracelete – que, após o show, virou um ótimo acessório para festas que acendia quando eu quisesse – eu ouvi diversos carros tocando as músicas de 1989. Eu entendo por que eles continuam voltando por mais.

 

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