“Eu estava errada sobre Taylor Swift e sinto muito por isso”


Há algum tempo, eu disse que estava cansada de Taylor Swift.

Naquela época, eu estava mais do que pronta para cancelá-la. Mas, como vocês podem ver agora, eu estava errada.

No fim de semana, fiz o que milhões de outros Swifties e pessoas curiosas sobre a Tay-Tay fizeram e assisti ao documentário da Netflix “Miss Americana”. E sabe de uma coisa? Isso abriu meus olhos e mudou minhas opiniões sobre Taylor como cantora/compositora, celebridade e, mais importante, como pessoa.

Certamente, fazer com que as pessoas mudem de ideia sobre Swift pode ser o objetivo do filme. (E, nesse caso, créditos a diretora, Lana Wilson, e a equipe de relações públicas de Swift por um trabalho bem feito). Mas, independentemente do objetivo, o fato é que, pelo menos para mim, o filme a retratou como uma alma muito mais complexa do que eu tinha pensado anteriormente – alguém que só quer fazer o seu melhor e fazer com que as pessoas a aceitem.

E eu entendo isso. Entendo completamente.

Antes de passar minha noite de domingo colada na tv assistindo Miss Americana, eu já havia visto Taylor de maneira muito diferente. Definitivamente, eu era fã quando ela falava sobre seu amor por gatos e sobre sua amizade com Ed Sheeran, mas fui muito crítica e rápida em julgá-la em muitas outras facetas de sua vida.

Em novembro, quando fiz minha declaração política de forma pública, eu estava cansada de Swift. Da saga Kimye ao conflito Scooter Braun / Big Machine, porque ela parecia estar no meio de várias controvérsias que eu tinha certeza que eram culpa dela.

Comecei a duvidar de uma das prioridades mais importantes de Swift: sua integridade.

Mas agora que o documentário me deu uma visão bem pessoal e íntima da vida de Swift, posso ver como esse julgamento estava errado. As sessões no estúdio, a maneira emocionante como ela escreve suas músicas, ela voando em jatos particulares com a mãe e o gato, pintando as próprias unhas nos bastidores dos shows, apresentando-se em premiações, as conversas com a família e a equipe dela… tudo isso me fez ver que Taylor Swift não é a pessoa que eu pensava que era.

Miss Americana mostra que a fama é extremamente difícil para Swift. Ela tem lutado e continua lutando com o impacto dela em muitas áreas de sua vida, especialmente quando se trata de sua imagem. “Esperam que todo o meu código moral seja considerado bom…”, diz ela no documentário. “E, obviamente, eu não sou uma pessoa perfeita, mas no geral, eu sempre tentei ser uma boa garota. Eu me tornei a pessoa que todo mundo queria que eu fosse.”

A partir disso, assim como muitos outros vislumbres de sua vida, fica claro que Swift está hiperconsciente de como as pessoas a veêm – o que elas podem dizer sobre suas escolhas, declarações, publicações nas mídias sociais e músicas. É um tema bastante abordado: suas discussões frequentes, grandes e pequenas. Desde apoiar publicamente os democratas nas eleições de 2018 até o tipo de expressões faciais que ela fez durante as filmagens do videoclipe “ME!”, Swift foi guiada por seu desejo de que as pessoas a vissem de uma maneira positiva. Ela quer o que a maioria de nós quer – a aprovação dos outros.

Para mim, o exemplo mais emocionante disso no filme – e quando eu realmente cheguei a conclusão do quão errado eu havia julgado ela – foi quando ela descreveu o momento em que Kanye West interrompeu sua vitória no VMA. Não tinha nada a ver com o que ele fez ou disse. Ela ficou mais chateada pelo fato de a multidão estar vaiando – e por ela pensar que eles estavam vaiando ela.

“Estava um eco tão grande lá”, diz ela. “Na época, eu não sabia que eles estavam vaiando ele por fazer isso, pensei que eles estavam me vaiando. Para alguém que construiu todo o seu sistema de crenças para fazer as pessoas baterem palmas para você, toda a multidão vaiando é uma experiência bastante formativa.”

Não é segredo que Swift usa suas próprias experiências em términos para compor as letras de suas músicas. Mas as reflexões e comentários sinceros que ela oferece ao longo de “Miss Americana” realmente quebram o intocável verniz de celebridade para mostrar a pessoa real que há embaixo, mesmo que seja por apenas 80 minutos.

Essas revelações – junto com a narração do filme sobre as consequências da briga entre Swift e West e sobre a música dele, “Famous”‘ – me ajudaram a entender realmente como essas controvérsias a afetaram. Eu senti que acabei descobrindo quem é a verdadeira Taylor, com suas falhas e tudo mais – e ela se tornou uma pessoa relacionável. Eu finalmente entendi o que fez de Taylor uma mulher mais forte.

Novamente, tenho certeza de que o documentário da Netflix é calculado e com curadoria provavelmente muito grande, mas o que importa? Ele mostra Swift com mais profundidade do que jamais vimos antes. Ela se torna um novo tipo de celebridade – uma pessoa que é aberta, honesta, vulnerável e se esforça para ser verdadeira sob circunstâncias muito desafiadoras.

Então, com isso em mente, eu digo, Taylor, você tem meu respeito. E minhas sinceras desculpas.

Matéria publicada pela 10 Daily e traduzida pela Equipe TSBR.


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