Em seu novo livro autobiográfico, intitulado Sounds Like Me: My Life (So Far) in Song Sara Bareilles fala sobre sua carreira e vida pessoal e, durante um dos capítulos, a cantora falou sobre errar a introdução de “Brave” em um show da RED Tour em 2013. Confira abaixo o que ela falou:

Apesar da experiência da turnê, há momentos que permanecem distintos e intactos. Em agosto de 2013, eu fui convidada por Taylor Swift para cantar minha música “Brave” em seu show em Los Angeles. Além de me sentir lisonjeada pelo convite, esta era a oportunidade perfeita de me tornar uma super tia para minhas duas sobrinhas, as quais eu nunca desisto de tentar convencer o quão bacana sou. Em nossos ensaios de tarde, eu entendi que estaria entrando no estádio pelo elevador no topo de uma gigante escada. Eu nunca tinha entrado em um ambiente principal direto do elevador, então isto me fez sentir nervosa e como um Power Ranger. Depois dos testes de som, eu e minha família fomos assistir ao show. Ela dançava, cantava e borbulhava como champagne. Minhas sobrinhas ficaram maravilhadas.

Chegou a hora de ir para os bastidores arrumar meu microfone auricular. Um dos profissionais me levou até o fundo do palco e eu subi no gigantesco elevador de metal, esperando por minha deixa. Meu coração estava acelerado. Eu ouvia a batida de introdução de “Brave” começando e neste instante o chão abaixo de mim começou a ser alçado. Taylor chamou meu nome pelo microfone e então…

Nada.

Eu não ouvi NADA além do rugido ensurdecedor de milhares de adolescentes gritando. Eu não escutava nada da música. Eu sabia que a bateria tinha começado, mas eu não ouvia nenhum outro som que pudesse perfurar a parede de “woo”. Eu não conseguia ouvir as notas iniciais do piano, então eu tirei meu microfone para tentar ouvir o som ao vivo ao menos. Não adiantou. Tudo que eu podia ouvir eram mais e mais gritos femininos. Era hora de começar a cantar, então eu basicamente só peguei uma nota fora do ar. Eu senti imediatamente em minha garganta que tinha errado, e eu nunca vou esquecer do pânico no rosto do diretor de som que dizia “não!”do outro lado do palco. Eu tentei e errei por várias vezes na primeira parte, mas só consegui acertar por volta do refrão. Eu estava petrificada, mas não podia fazer nada além de continuar cantando para os fãs que nos aplaudiam sem parar. Eu sorri, dancei com Taylor no final da passarela e fingi que tudo estava bem. Nós terminamos a canção, ela me abraçou e eu saí do palco me sentindo horrível.

Eu senti que sabotei a mim mesma quando tive algo a provar. Foi como ser chamada para cantar com os “garotões” (ou garotonas!) e não ser capaz de suportar. Eu fiquei presa neste drama de me sentir exposta, até que Taylor tirou o meu fardo. Depois do show, ela veio até o camarim e foi graciosa, brilhante e muito gentil ao celebrar o nosso desempenho na música. Ela quis dizer “aquela primeira parte não importou muito, o restante é que ficou incrível!” e contou uma história semelhante que passou em um estádio ainda maior com artistas ainda maiores e, ao fazer isto, deixou de fora o meu erro. Ao tratar o meu erro com pouco caso, ele realmente se tornou pouco para mim. Foi um momento de aprendizado para mim e eu tomei nota para praticar novamente.

Linda, né?! Confira a tão comentada performance abaixo e veja que o erro, na verdade, não foi nada demais:





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