Swift e Eilish tiveram dois dos 5 álbuns mais vendidos de 2019

A indústria musical lucrou 20 bilhões de dólares no ano passado, a primeira vez que isso aconteceu desde 2005.

Plataformas de streaming como o Spotify e Apple Music impulsionaram os lucros, representando mais da metade (56,1%) do valor – um total de 11,4 milhões de dólares (£9,2 milhões).

Billie Eilish teve o single mais vendido, com o seu goth-pop smash Bad Guy, enquanto a banda japonesa Arashi teve o álbum de maior sucesso do ano, vendendo 3,3 milhões de cópias em todo o mundo. Por pouco eles não conseguiam bater o último disco de Taylor Swift, Lover, que vendeu 3,2 milhões de cópias e ficou em segundo lugar.

Globalmente, as receitas da indústria musical aumentaram 8,2% em 2019, marcando o quinto ano consecutivo de crescimento, segundo o IFPI. O Reino Unido teve um dos melhores desempenhos, registando um crescimento de 7,2% – tornando-se o maior mercado musical da Europa e o terceiro maior do mundo, depois dos EUA e do Japão.

Singles mais vendidos de 2019

ArtistaSingle
1) Billie EilishBad Guy
2) Lil Nas XOld Town Road
3) Shawn Mendes & Camila CabelloSenorita
4) Post MaloneSunflower
5) Ariana Grande7 Rings

Álbuns mais vendidos de 2019

ArtistaÁlbum
1) Arashi5×20 – All The Best!
2) Taylor SwiftLover
3) BTSMap Of The Soul – Persona
4) Lady GagaA Star Is Born
5) Billie EilishWhen We All Fall Asleep…

No entanto, o número de pessoas que compraram serviços de streaming continuou estabilizado, o que pode causar preocupações no futuro.

No final de 2019, haviam 341 milhões de pessoas utilizando serviços de streaming, o que representa mais ou menos 33,5% da população. Em 2018, a porcentagem era de 44,9% e, um ano antes, de 57,1%.

Não se sabe como a pandemia do Covid-19 irá afetar esses números futuramente. De acordo com o último estudo da Billboard e da Nielsen Music, a busca por serviços de streaming diminuiu 6% durante a quarentena, mas o número de pessoas que reproduzem vídeos/singles em plataformas aumentou 13%.

O mesmo estudo revela que 24% dos americanos assinaram plataformas de música durante a quarentena – embora a Netflix e Amazon Prime sejam vistos como mais vantajosos.

Os números do IFPI não incluem os lucros de shows ao vivo – que é o setor da indústria mais afetado pela quarentena. No entanto, são contabilizados os royalties cobrados pelas músicas tocadas em bares, clubes, etc, que poderão registar uma quebra significativa nesse ano.

O CEO do IFPI reconheceu que o surto de coronavírus apresentou “desafios inimagináveis há apenas alguns meses”.

“Diante de uma tragédia global, a indústria da música uniu-se para apoiar as pessoas afetadas”, afirmou Frances Moore. “Essa é uma prioridade crítica e contínua, uma vez que as nossas gravadoras trabalham para continuar apoiando as carreiras dos artistas, músicos e funcionários em todo o mundo”.

Matéria publicada pela BBC e traduzida pela Equipe TSBR.





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