01 de outubro de 20 Autor: Maria Eloisa Barbosa
As apostas da Variety para o Grammys 2021

Não é dando uma de difícil, mas tentar adivinhar quais álbuns ganharão indicações no Grammy é diferente de qualquer outro tipo de premiação. Várias músicas e álbuns com potencial para serem indicados são lançados todos os anos, e então, as categorias individuais têm seus próprios comitês de nomeação para passar pela votação preliminar, garantindo que os curingas entrem e que nunca seja um concurso de popularidade pura. Tendo isso em vista, há apostas certas todos os anos – e aquelas que são certas mas nem tanto. No momento, há uma expectativa de uma grande luta entre Taylor Swift e The Weeknd, mas, levando em consideração a inconstância do Grammy no passado, é possível que Swift não apareça muito – como uma eleição em que pensamos que está tudo garantido, mas não está. 

Álbum do ano 

“After Hours” do The Weeknd é realmente o único candidato em que você pode apostar sem medo. Mas Swift também é quase certa neste ano. Com base na experiência recente, isso pode parecer um pouco improvável, uma vez que o comitê de revisão de nomeações encontrou uma maneira de excluir “Reputation” e até mesmo “Lover”, que foi o mais amplamente aclamado do ano passado dos oito finalistas. O que provavelmente tornará “folklore” inevitavelmente um dos concorrentes mais fortes não é apenas o fato de ser o álbum mais bem avaliado de todos os tempos da cantora- com a nota 88 no Metacritic, quando todos os seus álbuns anteriores estavam na casa dos 70 – mas por ter uma narrativa que se encaixa no contexto deste ano. Foi pensado, executado e lançado durante a pandemia. Essa ética de trabalho daria uma boa história, mesmo que não representasse um passo tão aventureiro e mesmo que seu risco não tivesse valido a pena. Quando se chega ao fim em janeiro, você pode argumentar que a ótica pode pesar muito e os eleitores do Grammy ainda podem achar que 2020 é mais adequado para prestigiar um artista negro que não ganhou antes do que um branco que ganhou … ou que apenas prefira um pop mais tradicional. Mas essa é uma discussão que podemos iniciar quando as nomeações forem divulgadas por volta do Dia de Ação de Graças, supondo que o comitê não faça nada tão escandaloso como deixar de fora qualquer uma dessas escolhas de primeira linha.

Olhando para os álbuns que tiveram médias no Metacritic acima de 85 este ano e que, ao mesmo tempo, tem grandes chances de serem reconhecidos pela Academia, essa é uma lista curta. “Folklore” está no topo da classificação pela crítica, e “After Hours” não, então aproveite aí, Swift.

Além do álbum de Swift, “Future Nostalgia” de Dua Lipa é de longe a aposta mais segura para uma indicação ao álbum do ano com base em sua alta nota no Metacritic.

Música do Ano/Gravação do Ano

Um guia prático: se você adora a sensação da produção e a energia da música, é uma “gravação do ano”. Se você não consegue parar de falar sobre a ponte, essa pode ser a “música do ano” (brincadeira, todos nós sabemos que nenhuma música pop tem mais pontes). E às vezes, as estratégias guiam quais faixas serão nomeadas em qual categoria, como no ano passado, quando o time de Swift submeteu diferentes músicas para gravação do ano e música do ano. Mas, na prática, há muita discussão para que as categorias sejam consideradas juntas. Por exemplo, nos últimos quatro anos, em 3 vezes, a mesma música ganhou em gravação do ano e música do ano.

“Blinding Lights” do The Weeknd parece uma favorita óbvia. Nessas categorias, porém, ao contrário do álbum, sua principal competição não virá de Swift – que tem um acerto bom, mas não totalmente certo, com “Cardigan”.

Matéria publicada pela Variety e traduzida e adaptada pela Equipe TSBR.





Twitter do site

Facebook do site

Scroll Up