jeremy1

O colunista e apresentador da BBC Radio 2 Jeremy Vine escreveu um artigo bem curioso para o Daily Mail: ele conta sobre a relação de sua família com Taylor Swift e como foi ter conhecido ela na passagem da cantora por Londres. Veja o que ele escreveu:

“Estou apaixonado por Taylor Swift!” Jeremy Vine revela que é por causa de sua música, sério!

Atualmente, eu não fico nervoso por pouca coisa. Mas isso aconteceu algumas Sextas-feiras atrás.

Não foi porque, de repente, me contaram que o Primeiro Ministro estava no elevador da Radio 2, se encaminhando para o meu estúdio para uma entrevista surpresa. Ou que os viciados em quizz do Egghead, programa que apresento, tinham me desafiado para um duelo no Mastermind (n/t: programa de perguntas do Reino Unido).

Não, foi muito mais assustador. Eu fui oferecido a chance de conhecer Taylor Swift.

A estrela do country que virou pop nascida em Reading, Pensilvânia (oh, imagine se fosse a nossa Reading!) tinha acabado de terminar uma maratona de cinco noite no O2, a parte mais recente de sua turnê mundial que possui tanto tamanho e ambição que faz com que os Rolling Stones se pareçam com uma banda agorafóbica de algum pub.

Eu estava comparecendo como tal eu me justificava para acompanhar minhas filhas pequenas, que tem ela como idolo. Mas eu também estava lá porque eu… Não, não posso dizer isso. OK, eu tenho (respira fundo). Eu mesmo me tornei um fã.

Em 2010, Swift estava tocando no Shepherds Bush Empire, um local muito mais modesto que o O2. Então os três minutos do pop mais puro que você já escutou a colocaram nos estádios ao redor do globo.

Se você não assistiu o clipe daquela música, We Are Never Ever Getting Back Together, o assista no Youtube e você entenderá a qualidade mágica que criou o maior fenômeno pop no planeta de tipo, sempre. Simon Cowell provavelmente quer que fiquemos animados com o The X Factor, mas é uma verdade inconveniente para alguém como eu convencido que devo amar rockeiros de qualidade como New Order e Iggy Pop que Taylor Swift oferece todas as outras letras do alfabeto também.

Minha esposa, Rachel, e nossas crianças estávamos em casa quando o clipe de  Never estreiou. Minha filhas, de nove e sete anos, ficaram paralisadas. Elas amaram o quão direto era. Eu aumentei o volume e ri. Eles passaram novamente e nós dançamos.

Eventualmente, minha esposa se juntou, e quando tinha acabado eu sugeri, mostrando minha idade avançada, que nós deveríamos “ver a possibilidade de comprar algum de seus álbuns” como se para isso fosse necessário uma reunião familiar e um trabalho matinal pela High Street ao invés de um simples click em um smartphone.

Acabou que existiam quatro álbuns. Eles não são perfeitos, não porque Taylor começou a compor suas músicas aos 12 anos de idade. Algumas músicas são monótonas e algumas letras podem ser descritas como bregas. Mas logo nossas crianças não nos deixavam tocar outra coisa no carro e, para ser honesto, mesmo nas viagens longas, eu não me importava.

Eu estou realmente feliz de que as duas jovens almas em meu cuidado escolheram como ídola um espirito criativo, uma mulher, uma escritora que toca violão e piano e mostra para elas que uma pessoa pode sofrer e chorar e, por sinal, sofrer bullying na escola e ainda assim superar e conquistar o mundo.

Taylor Swift é inquestionavelmente uma maior estrela que Elvis. Eu não estou fazendo esta declaração baseado somente nos £33 milhões que ela ganhou no último ano. Justin Bieber também ganhou muito dinheiro, e ele é um palhaço.

Não, é mais do que isso para que um artista cubra o intervalo entre uma menina de sete anos e o seu pai de 48 anos e é simplesmente extraordinário em uma era em que as audiências musicais nunca foram tão atomizadas. Além disso, Elvis era uma showman e não um artista. Nos anos 50 ele tinha que conquistar dois ou três programas de TV e o planeta era seu. Swift tem que batalhar em um mundo com 3.000 canais de TV e uma audiência que é muito mais dificil de impressionar.

Eu adoro Elvis, mas as futuras gerações não entenderão o apelo de um homem que não escreveu nenhuma de suas melhores músicas, usava vestimentas bobas e era tão mal administrado que as pessoas literalmente assistiram ele morrer diante de seus olhos.

Seu colapso final, drogado e obeso, traumatizou uma nação.

Qual parte desta história horrível deveria inspirar minhas filhas?

Você pode me dizer que Beyoncé e Rihanna são estrelas maiores em 2014. Mas há três anos o quadro de distribuição da Radio 2 foi a loucura quando cobrimos a história do fazendeiro de Ulster que permitiu que Rihanna usasse sua propriedade para fazer um clipe e teve que expulsá-la por desgosto de quando a cantora começou a se ensinuar com a sua cevada usando um sutiã revelador.

Meus ouvintes estavam todos ligando para apoiar o fazendeiro, reclamando de como os canais de música tem transbordado imagens atrevidas e sexualizadas em nossas casas o dia inteiro. Como eles, eu realmente não quero que as minhas crianças se espelhem na bunda da Miley Cyrus. O dia que elas fizerem um twerk na sala da casa de seus avós, será o dia que eu pedirei demissão de ser um pai.

Cyrus e seu bando parecem pensar que podem mudar o mundo rebolando. Taylor Swift o fez trabalhando.

Em algum ponto a minha admiração foi reconhecida por sua gravadora porque, enquanto nos preparavamos para a nossa ida ao O2, eu recebi um e-mail de alguém da equipe de Swift em Londres: “Jeremy, as suas garotas gostariam de conhecer Taylor antes do show?”

Sem me exaltar, eu respondi casualmente: “Ótimo! Vou verificar.” Então, 30 segundos depois, não tendo falado com ninguém: “Sim, elas estão muito animadas. Eu provavelmente deveria ir com elas, para que não entrem em pânico.”

Na verdade, fui eu que comecei a entrar em pânico, me afundando em meu armário e urgentemente trocando o meu combo nerd de camiseta e moleton para algo mais moderno como um agasalho de corrida e jaqueta de couro.

Então nós chegamos a uma pequena sala no backstage do O2 uma hora antes do show. O DJ da Radio 1, Scott Mills, também tinha chegado com seus amigos, o que confirmou que eu estava no lugar certo. Então a prórpia cantora entrou e nos cumprimentou. Minhas garotinhas estavam a encarando com uma admiração silenciosa, então elas não estavam ajudando. Naquele nanosegundo aterrorizador em que Swift sorriu agradávelmente em nossa direção, minha esposa olhou para mim e eu percebi que era a minha brecha para falar a favor da familia.

Eu percebi que Swift é maior que 1,80m, então eu pensei em falar para ela: “Você é bem alta”. O que, eu pensei, não seria controverso. Mas, enquanto pensava nisso, eu lembrei de um vídeo que ela estava falando com Bruce Springsteen em um show, e ele era muito mais baixo.

E aí todos esses pensamentos se embaralharam quando Swift fixou seus olhos em mim e, em pânico, eu soltei: “O Bruce é muito baixo?”

Eu vi o olhar de completa confusão na cara de Swift e pensei que um de seus seguranças ia se aproximar, preocupado com sua segurança. Imediatamente eu me senti um pateta. Mas não estou sozinho. Quando o remador da equipe olimpica Sir Steve Redgrave conheceu Nelson Mandela, Redgrave estava tão impressionado que não conseguia pensar no que dizer, então ele perguntou: “Você sabe dirigir?”

Eu acho que Mandela provavelmente respondeu com a mesma expressão confusa que a Srta. Swift. Mesmo que eu tivesse estragado o momento, tinha uma consolação. A mãe de Taylor se juntou a nós, possivelmente com pena de mim, e cumprimentou minhas filhas. Então, sempre atenciosa, nós levou para dar uma volta no backstage.

“Meu nome é Andrea, mas vocês podem me chamar de Momma Swift”, ela disse. Eu saí com uma impressão ainda mais forte de que essa é uma estrela determinada em manter a música na familia.

O show foi quase muito espetacular e depois eu liguei para o meu irmão e contei pra ele: “Tim, suas sobrinhas conheceram a heroína delas hoje”. Foi revelado que ele é um admirador também e nos maravilhamos com o que seria para duas jovens crianças conhecerem a melhor pessoa do mundo delas.

“Para nós isso teria sido conhecer Elvis quando éramos garotos”, se entusiasmou Tim. “O que elas fizeram foi o mesmo que entrar em uma sala com o Elvis.”

O que foi quando eu dei voz ao pensamento que parece um grande sacrilégio ao pop, que eu quase não quero repetir aqui. Não, conhecer Taylor Swift não foi, de jeito nenhum, como conhecer ao Elvis. Foi muito, muito melhor do que isso.

Fonte





Twitter do site

Facebook do site

Scroll Up