A diretora de “Miss Americana” reflete sobre os mitos de Taylor Swift e o futuro da cantora


Mandatory Credit: Photo by Michael Hurcomb/Shutterstock (10537601n) Lana Wilson and Taylor Swift ‘Miss Americana’ film premiere, Arrivals, Sundance Film Festival, Park City, USA – 23 Jan 2020

Pouco mais de uma semana após o início do Sundance Film Festival 2020, o documentário bem recepcionado de Taylor Swift por Lana Wilson agora está no catálogo da Netflix. Wilson, vencedora do Emmy do documentário sobre abortos de 2013 “After Tiller”, parou no Sundance Studio da IndieWire após a estreia mundial de “Miss Americana” para falar sobre filmar uma das maiores estrelas da música. Wilson e Swift encontraram um ponto em comum como contadoras de histórias, e a documentarista diz que foi Swift quem a pressionou a criar um retrato íntimo, sem restrições e não ficcional da cantora. Para Wilson, foi a abertura de Swift em permitir ser filmada enquanto falava sobre tópicos como o distúrbio alimentar dela que proporcionaram a oportunidade de criar um documentário cru e emocional.

“Nunca houve um momento em que ela disse: ‘Eu não quero falar disso'”, disse Wilson. “Ela estava realmente pronta para explorar aspectos profundos e emocionais de sua vida”.

Wilson disse que seu tempo fazendo o documentário de Swift provou a ela que a criatividade da cantora vem apenas dela. “Acho que o maior equívoco é que existe uma máquina gigante atrás dela, ou algo como uma grande fábrica ou uma equipe enorme de pessoas”, disse a diretora à IndieWire. “O que mais me impressionou é que ela é a única força criativa por trás de tudo, de uma maneira que achei incrivelmente inspiradora. Ela escreveu todas as suas músicas nos últimos 15 anos, mas também teve a ideia da capa do álbum. No filme, você a vê apresentando as ideias para este grande videoclipe”.


Wilson acrescentou: “Eu acho que é tão legal ver uma artista feminina ter um objetivo e depois ver esse objetivo realizado no nível mais alto possível, e há alguns momentos nesse filme em que vemos isso”.

Quanto ao que o futuro reserva para Swift, Wilson diz que é difícil prever, pois Swift quebrou tradições por toda a sua carreira. “Certamente há um tempo e uma pressão sobre a carreira de artistas pop femininas, mas Taylor é inigualável de várias maneiras”, disse a diretora. “Não consigo pensar em nenhum outro cantor e compositor confessional que teve uma carreira de 15 anos vendendo estádios o tempo todo … eu adoraria ir a um show no estádio de Taylor Swift com 80 anos. Seria incrível ver sobre quais músicas ela está escrevendo e sua perspectiva”.

Entrevista publicada pelo IndieWire e traduzida pela Equipe TSBR.


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