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O Digital Spy, famoso site de entretenimento do Reino Unido, divulgou sua crítica e deu 4 de 5 estrelas para “1989”, novo álbum de Taylor. Confira abaixo:

Mais leve, mais intrigante e mais meticuloso

Tido várias vezes como uma reinvenção, um renascimento e uma separação-redefinição das raízes rurais em sua carreira, 1989 de Taylor Swift é uma perspectiva arriscada em um ano em que as vendas de álbuns já estão em uma baixa recorde.

Enquanto os relatórios de maioria pop do álbum não foram exagerados – há apenas uma guitarra a ser ouvida entre suas 13 faixas – swifties estarão aliviados ao descobrir que existem ligações de suas antigas baladas, com várias faixas funcionando quase como sequências de músicas anteriores. Swift definiu 1989 como menos centralizado em namoro do que seu trabalho anterior, mas não há dúvida de que o romance ainda é o foco principal.

O que mudou é o tom de voz – em lugar do idealismo e sofrimento sério há perseguição, atrevimento e uma visão selvagem das relações que faz fronteira com o fatalismo. Em ‘Out of the Woods’, a faixa que se tornou favorita dos fãs no pré-lançamento, no início deste mês, Swift canta: “We moved the furniture so we could dance / Baby, like we stood a chance” (“Nós mudamos os móveis para que pudéssemos dançar / Amor, como se tivéssemos alguma chance”), e nesse mesmo sentido, seu medo permeia todas as letras sobre o amor.

Um dos primeiros sucessos de Swift foi inspirado em Romeu & Julieta, ‘Love Story’, e descreve um romance jovem que sobrevive apesar de tudo contra ele. Nesta faixa há a semelhante da destruidora ‘Wildest Dreams’, uma balada épica que ecoa com uma batida semelhante à de um coração, em que o mesmo tipo de amor escrito nas estrelas está condenado desde o início e Swift pede para que apenas o incrível galã se lembre dela após o término.

Como as linhas de abertura do primeiro single “Shake It Off” lançado em agosto, a autoconsciência desafiadora é a chave para a reinvenção Swift – na atrevida, inteligente e desbocada faixa ‘Black Space’, ela joga fora sua reputação injustamente adquirida como namorada em séria, propondo à um novo interesse amoroso a oferta de adicionar o seu nome à sua “longa lista de ex-amantes”. Os meninos são muitas vezes uma má notícia nas canções de Swift, mas aqui ela é a uma mulher fatal ao dizer versos como “Darling, I’m a nightmare dressed like a daydream” (“Querido, eu sou um pesadelo vestido como um devaneio”) com prazer. Estamos muito longe de Tim McGraw.

Swift foi claramente endurecida pelo assédio da mídia em torno de sua vida pessoal, e em contraste com as confissões de coração de Red, é surpreendente o quão pouco de si mesma ela revela aqui. Um dos destaques é a representante ‘Style’, uma faixa escorregadia com o conhecimento de causa superficial sobre um bad boy infiel, mas que ela simplesmente não consegue ficar longe porque eles se encaixam tão bem juntos e para sempre: “You got that James Dean daydream look in your eyes / I got that red-lipped classic thing you like” (“Você tem o olhar sonhador de James Dean em seus olhos / Eu tenho aquela coisa clássica de lábios vermelhos que você gosta”).

Tendo em conta que o relacionamento de Swift com Max Martin e Shellback provaram ser uma fórmula infalível de hits, é surpreendente que eles são o centro das atenções em seu primeiro álbum pop, com créditos de Martin e Shellback como co-escritores em sete de suas 13 faixas. Invasoras de ouvido como ‘We Are Never Ever Getting Back Together’ no topo das paradas têm sido historicamente apenas um lado da música de Swift, mas neste álbum elas dominam; há a exclusão de um trabalho mais pessoal e liricamente sofisticado: não há ‘All Too Well’ em 1989.

A faixa mais próxima pode ser “Clean”, primeira colaboração de Swift com Imogen Heap, que fecha o álbum na nota agridoce e intrigante de sentir nada além de alívio ao fim de um relacionamento: “By morning gone was any trace of you / and I think I am finally clean” (“Pela manhã foi embora qualquer vestígio que havia de você / e acho que finalmente estou limpa”). Mas mesmo aqui, traços largos substituem seus diários, como fez canções anteriores de Swift sobre relacionamentos soarem universais: ao invés de dançar na cozinha sob a luz da geladeira ou chorar em um vestido de festa de 21 anos, ela está sendo varrida por uma inundação metafórica.

Há pontos de 1989 que passam perigosamente perto do pop-por-números: a histriônica cantiga de desgosto ‘All You Had To Do Was Stay’ poderia ter sido escrita e cantada por qualquer pessoa, enquanto a genérica balada “This Love” soa como algo trabalhado sob a linha de produção de uma adaptação de filme de Nicholas Sparks. Mesmo a tão propagada ‘Bad Blood’, faixa sobre uma cantora que cometeu uma injustiça com Swift, parece só uma maliciosa encenação.

Na melhor das hipóteses, o álbum mistura o borbulhante synth-pop com ideias mais íntimas. ‘Out of the Woods’ usa suas letras repetidas para evocar a ansiedade esmagadora e pensamentos ruminantes, enquanto a semelhante e escura colaboração de Ryan Tedder ‘I Know Places’ relembra “Ours” de 2010, com Swift tranquilizando um amante que eles vão sobreviver sendo implacavelmente perseguidos e escondendo-se em buracos de raposas. “Loose lips sink ships all the damn time,” (“Lábios soltos afundam navios o tempo inteiro”,) ela suspira amargamente, e você sabe o que ela quer dizer com isso.

Até as batidas bubblegum do hino “Welcome to New York” se tornaram algo real; os olhos arregalados de encantamento de Swift com a cidade são genuínos e relacionáveis​​, em contraste com outras faixas que não têm sequer um lampejo da personalidade em que sua marca é construída.

1989 é o álbum mais leve, mais intrigante e mais meticuloso do que qualquer coisa que Swift produziu antes, a sua leveza causa um risco ocupacional de mover-se tão firmemente fora do seu country. É o seu álbum menos pessoal até a data, mas também é uma mina de ouro de hits garantidos, e se você olhar para além das camadas de vocais eletrônicos e refrãos infinitamente em loop, você vai perceber que muito da marca de Swift, sua honestidade emocional, permanece.

Faixas para baixar: Blank Spaces, Style, Out Of The Woods, Wildest Dreams, I Know Places, Clean





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